A falta de livro para estudar para esta disciplina, deu-me a ideia de seguir as directrizes presentes no Guião de Apoio e começar a recolher material disponível na Internet e, aqui está o resultado de algumas colagens e estudo em Livros que não o recomendado. Numa segunda Fase, se me restar tempo, passarei a incluir resumos-síntese do Livro recomendado. Pelas falhas e incorrecções encontradas, desde já deixo aqui as minhas desculpas, mas sou apenas um aprendiz.
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sábado, 29 de janeiro de 2011
Rentabilidade não antecipada e a Convexidade
Rentabilidade não antecipada e a Convexidade
Quando usamos a Duração para estimar a variação no preço, estamos a calcular a variação que ocorreria no preço se a relação entre a taxa de juro e o preço fosse linear. Como essa relação é melhor definida por uma curva convexa teremos forçosamente que concluir que a Duração não é adequada para variações elevadas na taxa de juro, e por isso é necessário utilizar um termo de correcção e que frequentemente se designa por convexidade.
Rentabilidade não antecipada usando a convexidade
Ru = - D [ Acr(1+r) / (1+ r )] + C [ Acr (1+ r) / ( 1 + r ) ] ^2
Convexidade:
C = ½ [ å_t=1,^T { t ( t + 1 ) CFt / (1+r)^t } ] / Po
Caso prático
Dados:
Obrigação de cupão zero
Valor nominal: V = 1000
Maturidade: T = 10
Pretende-se:
_ Rentabilidade não antecipada: Ru = ?
_ Convexidade = ?
_Associadas a uma variação da taxa de juro de r = 10 % para r = 12 %.
Resolução:
Desde logo como a obrigação é de cupão zero => que D = T = 10
Calculemos então os preços da obrigação para cada uma das taxas de juro
P_r = V / ( 1+ r ) ^t
-» P_r=0,10 = 1000 / (1,10)^10 = 385,54
-» P_r=0,12 = 1000 / (1,12)^10 = 321,97
=> a Variação percentual do preço
Acr.P / P = 321,97 – 385,54 / 385,54 = 0,165
Acr. % (1+r) = r_0,12 – r_0,10 / r_0,10 = 1,12 – 1,10 / 1,10 = 0,018182
C = ½ [ å_t=1,^T { t ( t + 1 ) CFt / (1+r)^t } ] / Po =
= ½ [ (10 ´ 11 ´ 1000) / (1,1)^10 ] / 385,54 = 55,0005
Ru = - D [ Acr. (1+r) / (1+r) ] + C [ Acr.(1+r) / (1+r) ]^2 =
= -10 ´ 0,018182 + 55,0005 ´ ( 0,0181182 )^2 = 0,16376
Note-se que o erro de aproximação, que apesar de tudo se mantém, é muito mais pequeno do aquele que existia quando se utilizava a Duração sem a convexidade.
Taxa de Rentabilidade Esperada e Prémio de incumprimento (Cálculo)
Prémio de risco = E[Ri] – E[Rf]
Prémio de default = RP – E[Rp]
Importa distinguir entre taxa de rentabilidade prometida (RP) / oferecida e taxa de rentabilidade esperada.
Uma obrigação pode oferecer uma taxa de 20% mas levando em conta s probabilidade de alguns dos pagamentos prometidos não serem efectuados, a taxa de rentabilidade esperada pode ser apenas de 18%.
A magnitude do prémio de incumprimento depende da probabilidade de default e do cashflow recebido isto se houver default.
Intutivamente, quanto maior for a probabilidade de incumprimento e menor for o cashflow recebido em caso de default, maior é o prémio de default.
Caso prático
Obrigação
_Cupão zero
_ Maturidade: T = 1
_ Valor nominal: V = 100
_ Preço corrente: Po = 90
_ Probabilidade de incumprimento (tx default) = 5 %
_Em caso de incumprimento o reembolso será de 60 % do valor nominal tx rei
_ E[Ri] = ?
_ Prémio de incumprimento / Prémio de default = ?
RP = ( V / Po ) – 1 = ( 100 / 90 ) – 1 = 0,111
E[CF] = (1 – td ) ´ V + tx d ´ tx rei = 0,95 ´ 100 + 0,05 ´ 60 = 98
E[Ri] = ( E[CF] / Po ) – 1 = ( 98 / 90 ) –1 = 0,08888
Logo o Prémio de default = 0,111 – 0,08888 = 0, 0222
APT-Siginificado dos parâmetros da recta de preços da APT
APT – Arbitrage Price Theory
Siginificado dos parâmetros da recta de preços da APT
Recta dos preços da APT ---»»» R[Ri] = lo + l1 bi
lo : indica-nos E[Ri] que não seja sensível ao factor (com bi = 0 )
Se existir um Rf que não é sensivel ao risco => bf = 0 => l= Rf
l1: Mede o tradeoff entre E[Ri] e o risco do factor.
Para determinar o valor de l1 é conveniente considerar um activo, ou carteira de activos com risco unitário do factor, bp = 1 .
Em equilíbrio a rentabilidade esperada dessa carteira é:
E[Rp] = lo + l1 ´ 1 Û E[Rp] = Rf + l1 Û l1 = E[Rp] – Rf
Logo l1 dá-nos a DE[Rp] (relativamente à tx de juro sem risco) de uma carteira com risco unitário do factor e pode ser interpretado como o preço do risco factor.
Notando d1 = E[Rp] com b=0 e
substituindo na recta de preços APT, virá:
E[Ri] = Rf + ( d1 – Rf ) ´ bi
Preço do tempo + Preço do risco do factor ´ risco do activo i
Logo pode-se concluir que E[Ri] tem duas componentes:
_Rf : compensa o investidor por adiar o consumo de 1 unidade monetária durante 1 unidade de tempo.
_ E outra compensa o investidor pelo risco assumido, onde o preço do risco e o risco do activo são medidos em termos do factor relevante.
Para determinar a equação da recta anterior basta conhecer as rentabilidades esperadas e os parâmetros bi para dois activos distintos.
Rating
Empresas de Rating
Actividade:
_Avaliação do risco de crédito de um determinado título Financeiro
_Classifica de acordo com determinados critérios a obrigação que está a ser avaliada.
_ São levadas em conta características:
- Do título
- Da empresa
o Risco do Sector
o A sua posição no mercado
o Situação financeira
o Rentabilidade
As mais conhecidas a nível internacional são
_ Standard & Poor (S&P)
AAA risco~nulo; AA risco ligeiro; CC rating mais baixo
(Obrigações com um rating menor que os 4 níveis mais elevados =" junk bonds").
_ Moody`s
Em Portugal
Companhia Portuguesa de Rating ---» segue a classificação da S&P
Duração
Investimentos Financeiros
Duração
É uma medida da sensibilidade do preço de uma obrigação em relação às variações na tx de juro.
Um conceito muito importante para melhor compreendermos a “duração” é a elasticidade, indica-nos, ( supondo que y = f(x) ), qual é a variação percentual em y, quando x aumenta de 1%.
A Duração (D) indica-nos o decréscimo percentual no preço de uma obrigação, quando (1+r) aumenta 1%, logo é o inverso da elasticidade do preço de uma obrigação em relação a ( 1 + r ):
¶ Po (1+r)
D = - ------------- ---------
¶ (1+ r) Po
Vamos então calcular a Duração (D) de uma obrigação de cupão zero com maturidade T e valor nominal V, no momento t = 0.
V
Po = ----------- = V (1+r)^ -T
(1+r)^T
¶ Po
----------- = -T V (1+r)^-T-1 = -T (1+r)^-1 V (1+r)^-T = -T Po (1+r)^-1
¶ (1+r )
¶ Po (1+r) - T Po (1+r)
------------ --------- = ------------- = ------------- = - T => D = - ( - T ) = T
¶ (1+r) Po (1+r) Po
ou seja –T é a elasticidade do preço relativamente à variação de 1 mais a taxa de juro. Se (1+r) aumentar 1% o preço da obrigação decresce T% => que para uma obrigação de cupão zero D = T
Conhecendo D e a variação percentual em (1+r) já se pode calcular a Rentabilidade não antecipada ( Ru – Rentability unexpected ).
Se – D nos indica a variação percentual em Po quando (1+r) varia 1%, => que se x variar x % => a variação percentual do preço será – D x.
¶ Po D (1+r)
Ru = ------------ = - D ----------------
Po (1 + r )
Duração de Macaulay
? Como calcular a duração de uma obrigação que oferece CF em vários momentos do tempo?
Caso mais simples
Yield Curve é plana :
As tx spot são as mesmas para todas as maturidades
Yield Curve tem um deslocamento paralelo:
As variações nas tx spot são iguais para todas as maturidades
CF1 CF2 CF_T
Po = --------- + ------------ + . . . + ------------- = å_t=1^T [CFt (1+r)^-t ]
1+ r (1+ r)^2 (1+ r )^T
com: r = tx spot Ù r = r_o,1 = r_o,2 = . . . = r_o,T
Se D(1+r) = 1% => Ñ % em Po ?
¶ Po
--------- = å_t=1,^T [ - t CFt (1+r)^-t-1 ] = - (1+r)^-1 å_t=1,^T [ t CFt (1+r)^-t ]
¶ (1+r)
.=> que a elasticidade do preço em relação a (1+r) :
¶ Po (1+r) å_t=1,^T [ t CFt (1+r)^-t ] (1+r) å_t=0, ^T [ t Po ]
---------- -------- = - ------------------------------------- ---------- = ----------------------
¶ (1+r) Po (1+r) Po Po
CF1 CF2 CF3
---------- -------- ---------
(1+r) (1+r)^2 (1+r)^T
ó D = ------------- . 1 + ----------- . 2 + . . . + ------------- . T ««---- D de Macaulay
Po Po Po
Podemos concluir que a duração de uma obrigação é uma média ponderada da maturidade de cada um dos seus pagamentos.
Ter em conta que:
_Maturidade: indica o momento em que é recebido o último pagamento.
_Duração diz-nos em média quanto tempo demora a receber o fluxo de CF`s prometidos pela obrigação.
=> se a obrigação pagar CF`s antes de T => D <>
Duração de Fisher-Weil
Admite que:
_Yield Curve é plana
_Yield Curve tem um deslocamento paralelo
Se considerarmos que as taxas spot podem variar com a maturidade ( a yield curve pode não ser plana), mas que as variações em termos percentuais das tx spot são todas iguais e calcularmos a elasticidade do preço relativamente a essa variação na yield curve obtemos a fórmula de Duração de Fisher-Weil.
Difere da D de Macaulay porque agora os CF`s de períodos diferentes são descontados usando taxas spot eventualmente diferentes.
D Fisher-Weil
CF1 CF2 CF3
---------- -------- ---------
(1+ro,1) (1+ro,2)^2 (1+ro,t)^T
ó D = ------------- . 1 + ----------- . 2 + . . . + ------------- . T ««---- D de Fisher-Weil
Po Po Po
Link / video que fala mais ou menos a meio da entrevista de “Duração” e sua importância na análise dos investimentos financeiros
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Medidas de protecção contra alterações nas taxas de juro
Como eliminar o risco da taxa de juro?
Este é um assunto de grande importância por exemplo para soc. gestoras de fundos que têm a obrigação de pagar anuidades às pessoas que já atingiram a idade de reforma.
Estratégias
Encontrar ao custo mínimo uma carteira que gere cash-flow ao longo do tempo exactamente iguais aos pagamentos que o indivíduo necessita de fazer
_Estratégia passiva, isto é uma vez escolhido a carteira que faz o matching mesmo que ocorram variações na taxa de juro não é necessário refazer a escolha da carteira para satisfazer os pagamentos.
_ Existem várias razões para não se seguir uma estratégia completamente passiva por ex:
-não se verificarem os cash-flows expectáveis
-se houver risco de crédito
-se as obrigações incluírem uma opção de reembolso antecipado
-se houver uma dependência em relação à rentabilidade dos cash-flows excedentários pois há também o risco de reinvestimento.
Imunização
Igualar a duração dos activos à duração dos passivos.
Se os activos e passivos tiverem a mesma duração e, a duração for de facto uma boa medida da sensibilidade a variações na taxa de juro, então alterações na taxa de juro afectariam da mesma maneira o valor actualizado dos activos e dos passivos
Se investir numa obrigação de cupão zero com maturidade de 4 anos e, com valor nominal igual ao valor dos pagamentos a efectuar, não haverá qualquer risco de o pagamento não ser cumprido.
Em alternativa pode-se recorrer ao investimento numa obrigação que tenha uma maturidade superior a 4 anos mas com uma duração igual a 4 anos.
Se a tx de juro baixar, o valor dos cupões vai ser investido a uma tx inferior aquela de que se estava à espera, o que produzirá um montante de juros + baixo do que se esperava no período 4. Contudo há um efeito que joga em sentido contrário, se a tx de juro baixar, o preço a que será vendida a obrigação subirá acima daquele porque que se esperava vender. Os dois efeitos são de sentido contrário e amplitude idêntica.
Se a tx de juro subir, o valor dos cupões ao ser investido vai produzir um montante de juros superior ao esperado no momento 4, mas em contrapartida o valor a que vai ser vendido o título irá ser menor e como é evidente estes dois efeitos têm uma amplitude idêntica e praticamente se anulam.
Indexação
Replicação de um índice
(No passado poucos fundos de obrigações geraram tanto rendimento como os principais índices)
Como se torna difícil replicar os índices, na prática o que se faz é classificar as obrigações de acordo com as suas várias características:
_Governo; _ Empresas; _Rating da obrigação; _Duração; _Cupão; ... etc .
E depois de conhecer a percentagem da composição por categoria/características presentes no índice que se quer replicar, constroi-se uma carteira com idêntica proporção/composição.
APT – Arbitrage Pricing Theory
_ Em equilíbrio dois activos com as mesmas características têm de ter o mesmo preço.
(pois se assim não fosse, existiria uma oportunidade de arbitragem).
_ Se os investidores aproveitarem as oportunidades de arbitragem os mercados financeiros só estarão em equilíbrio quando já não houver oportunidades de arbitragem.
Hipóteses
H1 – A rentabilidade dos activos está relacionada com um certo número de factores
Ri = ai + bi1 F1 + bi2 F2 + . . . + bik Fk + €i
.ai : rentabilidade esperada que é independente dos k factores
Fj : Factor j que influência a rentabilidade do activo i
Bij : parâmetro que mede a sensibilidade da rentabilidade do activo i à variação de uma unidade do factor j.
€i : É a variável residual (rentabilidade não explicada pelos factores)
Ter em conta que o modelo assume que:
€i = 0
Var(€i) = ô^2_€i
Os resíduos não estão correlacionados com os factores => E( €i ( Fj - ~Fj ) ) = 0
E os resíduos de activos diferentes também não estão correlacionados => E( €i , €j ) = 0 para todo i =/= j.
Estas hipóteses são as mesmas que as do modelo de factores , no entanto o APT nada diz sobre o n.º exacto de factores nem quais são.
Uma propriedade importante do modelo de factores é que os betas do portfolio relativamente a cada um dos factores são médias ponderadas dos betas dos activos que o compõe.
-----------------------------------------------------------------------------
Notações
ô^2_€i ---» Variância do valor residual do activo i
€i ---» Valor residual do activo i
CAPM – Capital Asset Pricing Model
_ Na versão + simples o modelo assume que cada investidor individual se comporta de acordo com o modelo de média – variância de Markowitz.
_ Em equilíbrio a E[Ri] cresce linearmente com o risco sistemático do activo.
Hipóteses do Modelo CAPM
H1 - Os investidores
_São avessos ao risco
_Tomam as suas decisões de investimento só com base na
- Rentabilidade esperada
- Variância.
H2- Os investidores têm as mesmas expectativas e o mesmo horizonte de investimento
H3 – É possível emprestar ou pedir emprestado qualquer montante a uma taxa de juro igual à taxa oferecida por títulos sem risco.
HX – Não há imperfeições no mercado de capitais
_Os activos são divisíveis
_Não há custos associados à compra e venda de activos financeiros
_Não há impostos sobre o rendimento
_ Todos os investidores têm informação perfeita
_ Não há restrições a short-sales
_Um investidor individual não consegue influenciar o preço
Distinção entre CML e SML
CML - Capital Market Line
_Representada no espaço ( ô , E[R] )
_Relação entre desvio padrão e Rentabilidade esperada de carteiras eficientes
_Indica-nos o conjunto de portfolios eficientes, formados a partir do portfolio de mercado e do activo sem risco.
_Portfolios não eficientes ou activos individuais não pertencem à CML, ficam à direita da CML.
SML – Security Market Line
E[Ri] = Rf + ( ~Rm – Rf ) Bi
_Representada no espaço ( B , E[R] )
_Relação entre o Beta de um activo e a Rentabilidade esperada desse activo
_É válida para todos os títulos individuais
_É válida para todos os portfolios eficientes ou não, desde que esteja numa situação de equilíbrio.
Nota final : Existem activos no espaço ( ô , E[R] ), que podem não estar na CML, enquanto que no espaço ( B , E[R] ) numa situação de equilíbrio têm de estar na SML .
O ô inclui o risco que é diversificável , risco este que não é compensado pelo mercado o que nos permite concluir que a rentabilidade de uma carteira não eficiente não esta relacionada com o desvio padrão dessa carteira só está com o seu Beta. O que explica porque é que carteiras não eficientes e activos individuais representados no espaço ( ô , E[R] ) estão posicionadas à direita da CML.
-----------------------------------------------------------------------------------------
Notações
~Rm --» Rentabilidade esperada do mercado
Rf --» Rentabilidade do activo sem risco
B --» Beta
ô --» Desvio padrão
Rp --» Rentabilidade da carteira p
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
SML -Security Market Line
SML - Security Market Line (recta do mercado de activos)
_ Esta recta descreve a relação entre a rentabilidade esperada do activo .i ( E[Ri] ) e o beta (Bi)
O parâmetro Bi (beta do activo I), mede a sensibilidade da rentabilidade do activo i às variações na rentabilidade da carteira de mercado.
Bi = ôim / ô^2_m => E[Ri] = Rf + [~Rm – Rf ] Bi
SML ----» E[Ri] = Rf + [~Rm – Rf ] Bi
Ora isto é uma recta no espaço ( B, E[R] ) e, que se chama SML ou recta
---» Intersecção na origem = Rf ---» preço do tempo ---» compensa o Investidor por adiar o consumo 1a unid. de tempo.
---» Declive = [ ~Rm – Rf ] ---» preço do risco
---» Rf = preço do tempo
[ ~Rm – Rf ] Bi ---» compensa o investidor pelo risco assumido.
---» Beta do activo sem risco = 0 ( pq fm = 0 ) ---» risco do activo i
(Quer dizer que. o risco adicional do activo sem risco é zero ou não existe, como é obvio.)
---» O beta da carteira de mercado = 1 ( pq ômm = ô^2_m e lembremo-nos q Bi = ôim / ô^2_m )
=> q os pontos ( 0 , Rf ) /\ (1 , ~Rm ) pertencem à SML
_ O risco sistemático é o único q é importante na determinação da rentabilidade esperada
_ Os investidores são compensados quando assumem risco sistemático, mas não são compensados pelo risco q é diversificável.
_ Se Bi = 0 => E[Ri] = Rf , mesmo que ôi > 0
_ Se Bi = 1 => E[Ri] = ~Rm
_ Se Bi < 0 =""> E[Ri] < .Rf
---------------------------------------------------------------------------------------
Notações
~Rm --» Rentabilidade esperada da carteira de mercado
ôi --» Desvio padrão do activo i
ô^2_m --» variância da carteira do mercado
Bi --» Beta do activo i
Rf --» Rentabilidade do activo i
CML - Capital Market Line
CML – Capital Market Line (recta do mercado de capitais)
_Recta que é representada no espaço ( ô, E[R] )
Ou seja representa a relação linear entre a rentabilidade esperada de uma carteira eficiente e o seu risco.
Equação da recta
E[R] = [ Rf + ~Rm – Rf / Ôm ] ôp
Sendo:
Rf = preço do tempo
---» A intersecção na origem desta recta é a taxa de juro sem risco Rf.
---» Compensação do Investidor por adiar o consumo durante uma unidade de tempo.
~Rm – Rf / ôm = preço do risco
---» Declive da CML
---» Indica o trade-off entre a rentabilidade esperada ( E[R] ) e o risco ( ô )
---» Diz-nos qual a E[R] adicional por cada unidade de ô que é aceite.
---» È o preço do risco (prémio de risco).
ôp = risco
---» Mede o risco da carteira de activos eficiente
Concluindo:
A E[R] de uma carteira eficiente é igual à rentabilidade do activo sem risco mais a rentabilidade adicional pelo facto de a carteira ter risco.
A rentabilidade adicional = preço do risco ( ~Rm – Rf / ôm ) vezes o montante do risco ( ôm ) .
È importante realçar que só os portfólios eficientes é que estão na CML.
Um portfólio ineficiente ou um activo individual ficam necessariamente abaixo dessa linha e isto sugere de imediato que não é adequado relacionar a rentabilidade esperada de um activo individual com o desvio padrão da rentabilidade desse activo.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
WARRANTS - Game
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Capítulo 2 - MERCADOS E INVESTIMENTOS FINANCEIROS
INVESTIMENTOS FINANCEIROS
Capítulo 2
MERCADOS E INVESTIMENTOS FINANCEIROS
Introdução
Investidor ----» Transacções
_Escolher (carteira)
_Conhecer
_ Prod. Financeiros
_Procedimentos
Investimentos Financeiros
_Contratos legais ---» direito a benefícios futuros
2.1 – MERCADOS FINANCEIROS
2.1.1 - Mercado
_Primário (oferta pela 1.ª Vez)
_Secundário ( transacções posteriores)
Oferta Inicial
_Privada ( só contactados um n.º pré-determinado de investidores)
_em geral - Instituções Financeiras
_ Titulos - Obrigações
_Pública (público em geral)
_ Regras como por ex: Disponibilizar Informação ---» Avaliar
Maturidade
Mercados Financeiros
Monetário ---» PF de curto prazo
Capitais ---» PF de longo prazo
Mercado Organizado
Leilões centralizados
(Ex NYSE, Euronext Lisboa)
De balcão (OTC)
Fora da Bolsa
Intermediários e correctores contacto direct
(Empresas menos importantes)
2.1.2 – MERCADOS ORGANIZADOS
Bolsa de valores
Leilões Centralizados
Organização
Tipos Negociação
Continua
Em chamadas (call market)
Pode ser verbalmente
Computorizada – Permite op + complicadas
Conjunto de características desejáveis em qualquer mercado
_Fácil e rápido acesso a informação rigorosa sobre o mercado
_Custos de transacção baixos
_Liquidez do mercado
Continuidade do preço
O preço deve variar pouco
Profundidade do mercado
Muitos vendedores e compradores - preço próx do actual
_Preços incorporarem rapidamente nova informação (efic. informacional)
2.1.3 – MERCADOS ORGANIZADOS EM PORTUGAL
_ Bolsa de Valores de Portugal ---» Euronext Lisboa ---» www.euronext.com
_Grupo NYSE Euronext «--- criado emAbril de 2007
-Mercados Regulados
Lisboa, Paris, Bruxelas, Amesterdão, Londres, NYSE e NYSE Arca
- Transacções à vista da Europa ---» Euronext de
(Lisboa, Paris, Bruxelas, Amesterdão, Londres, NYSE e NYSE Arca)
- Produtos derivados ---» NYSE Liffe
- Mercado para Pequenas empresas e médias empresas---» NYSE Alternex
- Mercados livres em Paris e Bruxelas
Lei básica
Código de Valores Mobiliários ---» www.cmvm.pt
Entidade reguladora e supervisora
CMVM – Comissão de Mercados de Valores Mobiliários ---» www.cmvm.pt
Regula o Mercado primário e secundário (Bolsa + Balcão + Derivados)
A Euronext Lisboa Opera diariamente
Sessões
Normais
Especiais (Grandes lotes ---» Ex.º OPV e OPA)
2.1.4 – ORDENS DE BOLSA
_ Directamente a um corrector
_Intermediários Financeiros ---» Correctores
_Indica:
1.Natureza da transacção
Venda
Compra
2. Natureza dos títulos a transaccionar
Títulos do tesouro
Acções da Empresa X
3. Tipo de
Operação
Condições
4. Modalidade da ordem quanto ao preço
_Ao melhor preço (s/limites de preço) (Market orders)
Compra: + baixo
Venda: + alto
_Com limite de preço (limite prédeterminado) (Limit orders)
_Com menção stop, ao melhor preço (se passar det limite) (Stop orders)
_Casadas. Ordem compra e Venda para títulos diferentes, execução de uma condicionada na execução da outra
Regras de prioridade
_Preço (melhor preço)
_Tempo (as q forem dadas 1.º)
5. Prazo de validade da ordem
Por prazo determinado
Sem data limite
6. Data em que a ordem é dada
2.1.5 – OPERAÇÕES EM CONTA MARGEM
Compra à margem: (Investidor pede emprestado)
2.1.6 – ÍNDICES DE MERCADO
Dão-nos uma ideia do estado do mercado, são indicadores que nos fornecem informação sobre o mercado bolsista
ÍNDICES DE ACÇÕES
Dow Jones:
Soma preço de 30 acções (Empresas de + valor) / Factor de ajustamento
S & P 500:
Pondera cada acção que entra no seu cálculo pela fracção do valor de mercado das acções da empresa no valor agregado do mercado.
Não inclui dividendos
Apenas indica as mais-valias obtidas com a carteira e não a sua rentabilidade
CRSP:
Já leva em conta os dividendos
Pode ser usada como índice de rentabilidade
Base + alargada
Calculado de forma + correcta
NYSEI:
Inclui todas as acções transaccionadas no NYSE
AWI (Morgan Stanley International):
Índice de acções internacionais
EURO NEXT LISBOA
PSI-Geral
PSI- sectoriais
PSI-20 o mais citado pela Comunicação Social
ÍNDICES DE OBRIGAÇÕES
Construídos por:
Lehman Brothers
Merrill Lynch
Salomon Brothers
Todos
levam em conta
Mais-valias
Pagamento de Juros
base alargada
Emissão acima de um determinado valor
Cada obrigação ponderada pelo seu contributo para o mercado
2.2 – INVESTIMENTOS FINANCEIROS
Títulos
Primários:
emitidos por
Empresas
Obrigações simples (Crédito) (Mont definido e limitado)
Acções (Propriedade) (participa nos lucros)
Títulos com características intermédias
Estado
Obrigações (s/risco de crédito)
Derivados (emitidos por investidores individuais)
Ex. Opção: direito de comprar ou vender 1 título primário
Se agregarmos todas as posições - / + (derivados), o valor agregado será 0. Isso não acontece no títulos primários, se somarmos todos os investimentos n1 dado título, obteremos o valor de mercado desse título.
Outra classificação de Investimentos Financeiros
Directos (Adquire directamente)
- Produtos nos
Mercados
Monetário
Capitais
Derivados
Indirectos (Adquire Fundos - Intermediários Financeiros)
2.2.1 - INTRUMENTOS FINANCEIROS (if) DO MERCADO MONETÁRIO
if curto prazo ( - de 1 ano)
Emitentes: Governo, IF, Empresas
Intervenientes: BC, B geral
Tipos:
_Bilhetes do tesouro (BT) http://www.igcp.pt/gca/?id=58
Maturidade 91, 182, 364 dias
Não pagam qualquer cupão
Juros implícitos (difer aquisição e valor nominal)
Mercado primário:
leiloados a instituições obr. disponibilidades mínimas e soc mediadoras
Mercado secundário: as instituições vendem a empresas e particulares
_Certificados de aforro http://www.igcp.pt/gca/?id=947
Títulos de dívida pública nominativos
Capitalização a 3 meses desde a data da emissão
_Papel comercial: parecidos com BT, mas emitidos pelas empresas
http://www.cgd.pt/Empresas/Gestao-Corrente/Apoio-Tesouraria/Pages/Papel-Comercial.aspx
_Outros
2.2. - INSTRUMENTOS FINANCEIROS DO MERCADO DE CAPITAIS
Mercado de Capitais:
Transacções de títulos de longo prazo
Obrigações ( ---» Fluxos de cash-flow ao longo do tempo)
Acções ( ---» Participação nos lucros das empresas)
Títulos mistos (equity linked bonds)
Mercados
Primário (Novas emissões)
Secundário (Transacções posteriores à emissão) (Bolsa de Valores)
Obrigações:
Títulos de dívida
Negociável
Condições definidas:
Rendimento-juro
Prazo de tempo
Reembolsa capital
Emitentes:
Governos; Empresas
Compradores:
Particulares; Bancos, companhias de Seguros, Fundos de Pensões, Fundos de Investimento
Elementos importantes:
Valor Nominal
Preço da emissão
Abaixo do par: Emissão <>
Acima do par: Emissão > Nominal
Emissão ao par: Emissão = Nominal
Periocidade da Taxa de Juro
Trimestral (91 dias)
Semestral (182 dias)
Anual (364 dias)
Cupão: Juro a receber
Vida Máxima: (Emissão – Reembolso de capital)
(Emissão – 1.º Reembolso) = período de carência Reembolso (amortização) normalmente = valor Nominal
Parciais
Único
Cotação: (Preço) podem ter (se admitidas em Bolsa de Valores-Merc. secundário)
Maturidade: Tempo que falta até ao fim da vida da obrigação
Tipos:
Taxa Fixa
Tx juro fixa
Maturidade prédeterminada na emissão (conhecem-se os cash-flows)
Taxa Variável
Tx juro pode evoluir (tx refª + spread)
Cupão Zero:
Não pagam juros periodicamente
Tx de rentabilidade = (Aquisição – Reembolso)
Eurobonds:
Emitidas n1 país diferente do país do emissor
Expressas n1a moeda diferente da moeda do país em que são emitidas
Rating:
É muito importante saber quem é o emissor das obrigações
Estado = Sem risco
Empresas = Existe o risco de a empresa não fazer pagamentos => + risco
É pois necessário Classificar as obrigações
Critérios
Características do(a)
Título
Empresa
Sector – risco
Posição no mercado
Situação financeira
Rentabilidade
Empresas de Rating
Standard & Poor
Moody`s
Companhia Portuguesa de Rating (Segue a S&P)
_Classificação da Standard & Poor
AAA – Risco nulo
AA –Risco ligeiramente > AAA
------
CC – Rating + baixo
Acções:
Direitos
Propriedade (Responsabilidade limitada) sobre uma fracção de
Rendimentos
Activos
Estatutários
_Voto (N.º mínimo de Votos à AG)
_Informação
Relatório
Balanço
Contas de cada Exercício
Económicos
_Dividendos
_Preferência (direito de subscrever novas acções -» pode ser transaccio
_Atribuição (parte de lucros)
Acções preferenciais (As anteriores eram ordinárias)
_Não tem direito de voto
_ Prioridade
Pagamento de dividendos tem relativamente às ordinárias
Reembolso no caso de liquidação da empresa
Títulos mistos (if c/ características intermédias)
--» Obrigações com Warrants
A única diferença em relação às obrigações tradicionais é que têm associado um warrant
È interessante notar que o Warrant é semelhente a uma opção, com uma diferença fundamental o Warrant é emitido pala empresa
--» Obrigações Convertíveis
Pode ser convertível em acções (n.º predefinido= rácio de conversão)
Com condições
Decorrido um determinado tempo
O direito de conversão não é cotado separadamente
--» Títulos de participação
_Perpétuos
_Emitidos por
Emp. Pub.
AS (Estado)
_Nominativos ou ao Portador
_Componente
Fixa
Variável (função dos rendimentos da Empresa)
2.2.3 – INSTRUMENTOS FNANCEIROS DERIVADOS
_O valor depende de título ou conj de títulos em que se baseiam
Tipos + comuns
Opções de (n1a data futura por 1 determinado preço)(pode usar ou não esse direito)
_Compra (direito de adquirir)
_Venda (direito de vender)
Futuros
Obriga o seu detentor a comprar 1 determinado bem, título financeiro ou conj de títulos a 1 determinado preço, n1a determinada data.
Distinção Opções vs Futuros
As opções concedem um direito que pode ser ou não exercido.
Um Futuro obriga o detentor a comprar.
Distinção Mercados
_Forward
Informal (Vendedores e Compradores acertam todos os pormenores transacção
Vantagens: Adaptabilidade
Desvantagens
Custos de negociação,
Dificuldade de renegociação,
Não garantia de cumprimento de contrato
_Futuros
Contrato
Padronizado
Negociável
2.24 – INVESTIMENTOS INDIRECTOS
Quando o investidor:
Adquire «fundos» que são transaccionados por intermediários financeiros.
Fundos: carteiras de activos
Geridos por Sociedades Gestoras de fundos
Titular de quotas-partes (Unidades de participação)
Classificação quanto à composição de Produtos de Carteiras
-Fundos de Investimento
Mobiliário
Bilhetes do tesouro
Aplicações no mercado interbancário
monetário (NMI)
de títulos (MIT)
Acções
Obrigações
Títulos de participação
Imobiliário
Títulos da divida pública
Depósitos bancários
Aplicações no mercado
NMI
MIT
Valores imobiliarios
Misto
Valores
Imobiliários
Mobiliários