CONSUMO E POUPANÇA - AS TEORIAS DA
Escolha Intertemporal
Escolha Intertemporal é o estudo do valor que as pessoas atribuem a dois ou mais payoffs (valor de rendimento esperado) em pontos diferentes de tempo. Este relacionamento é simplificado geralmente a hoje e a uma data futura. A escolha Intertemporal foi introduzida por John Rae em 1834 “na teoria Sociological do capital”. Mais tarde, Eugen von Böhm-Bawerk em 1889 e Fisher de Irving em 1930 elaborou um modelo.
George Loewenstein de Universidade do Carnegie-Mellon esteve no primeiro plano do trabalho moderno na escolha intertemporal.
Ao contrário do que sugere a teoria Keynesiana, que considera que os agentes—
tomam suas decisões de consumo e poupança com base no rendimento corrente
disponível, a hipótese da escolha intertemporal considera que os agentes
econômicos tomam suas decisões de consumo e poupança com base em suas
expectativas de rendimento futuro e também com base na taxa de juros que ganham
quando poupam ou que devem pagar, quando tomam emprestado.
Este padrão de comportamento caracteriza um padrão de escolha intertemporal,—
ou seja, as decisões presentes são tomadas levando em conta suas possíveis
implicações futuras. Tomando como referência a hipótese das escolhas
intertemporais, duas abordagens teóricas se destacam:_ A teoria do consumo e da renda permanente;
_ A teoria do ciclo de vida do consumo e da poupança.
Para o desenvolvimento seguinte interessa agora retermos o conceito de
Taxa de juros:
Representa a razão entre o juro e o capital (r = J/C). O cálculo da taxa de juros permite-nos melhor analisar a rentabilidade de uma operação financeira, sendo indispensável para a tomada de decisão de investimentos.Normalmente é representada em forma percentual. Um valor percentual é um valor que representa a taxa de juros para um capital de 100 u.m. Para efeito de cálculo sempre é utilizado a taxa unitária, que é aquela que resulta diretamente no juro de um período, quando multiplicada pelo capital. Por exemplo: 0,05 = 5%
A realização de um investimento implica uma afectação de capital que deixa de estar disponível para outra aplicações de rendimento é por isso de vital importância compreender a relação entre Escolha intertemporal e taxa de juro.
TAXA DE JURO (Noção síntese):
É o preço de utilizar uma unidade monetária durante um determinado espaço de tempo, (normalmente 1 ano) explicitado em percentagem.
Valor Actual:
È um conceito essencial em qualquer Análise de Projectos.
Dado o investimento realizado e os rendimentos que se esperam dele muito raramente coincidir no tempo, a sua comparação só é possível se ambos - o investimento e os rendimentos - estiverem referidos ao mesmo momento temporal. este conceito baseia-se na ideia de que uma unidade monetária tem mais valor hoje que em qualquer momento futuro, isto porque uma unidade monetária disponível hoje pode ser investida começando imediatamente a render juros, aqui residindo o princípio financeiro básico da capitalização de valores
Mas como se pretende realizar a avaliação do projecto / investimento num momento anterior ao da sua eventual realização, torna-se necessário conhecer não o valor da capitalização do Investimento mas sim a operação inversa, que corresponde à actualização dos valores futuros inerentes a esse projecto / investimento.
Então o Valor Actual de um rendimento futuro pode ser obtido pela multiplicidade desse valor por um coeficiente de actualização, necessáriamente menor que 1 por corresponder ao inverso da capitalização.
Ora tendo em conta a seguinte notação:
r : taxa de juro (ou de rendimento) que os investidores exigem por ter diferido, por 1 período ( 1 ano), o consumo de uma unidade monetária disponível.
C1 : Rendimento esperado dentro de 1 período de Tempo (1 Ano) pelo sacrifício – investimento - de uma unidade monetária hoje,
Então o seu Valor Actual (V) virá:
V= C1 X ( 1 / 1+r )
sendo ( 1 / 1+r ): coeficiente de actualização do período 1 (Ano 1)
Generalizando:
Neste contexto interessa ainda falar de:
Conceito de VAL (Valor Actual Líquido)
O Valor Actual Líquido (VAL) tem como objectivo avaliar a viabilidade de um projecto de investimento através do cálculo do valor actual de todos os seus cash-flows (sendo por isso um indicador muito utilizado em estudos análise de viabilidade).
Por valor actual entende-se o valor hoje de um determinado montante a obter no futuro. Como qualquer investimento apenas gera cash-flow no futuro, é necessário actualizar o valor de cada um desses cash-flows e compará-los com o valor do investimento. No caso do valor do investimento ser inferior ao valor actual dos cash-flows, o VAL é positivo o que significa que o projecto apresenta uma rentabilidade positiva.
Para actualizar os cash-flows futuros é utilizada uma taxa a que se chama taxa de desconto. Esta taxa de desconto é não mais do que uma taxa de juros sem risco (são normalmente utilizadas taxas de juros de OT's (Obrigações do Tesouro) acrescida de um prémio de risco estabelecido para o tipo de projecto em causa.
Fórmula de cálculo:
CFi = Cash-flow no ano i
t = Taxa de desconto
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