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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Banco chinês prepara entrada em Portugal



por Dinheiro Vivo


O Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) pretende entrar no mercado português abrindo uma sucursal em Lisboa.



Em Espanha, a instituição prevê inaugurar uma nova loja no centro de Barcelona antes do Verão de 2012 no que vai ser a segunda sucursal do grupo financeiro em Espanha, depois de ter aberto no princípio do ano uma agência em Madrid, segundo a Efe.
O grupo está a estudar actualmente entre duas a três opções no centro financeiro da Cidade Condal com o objectivo de servir a cada vez mais numerosa população chinesa.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

MERCADOS Bolsas disparam com decisão dos bancos centrais por DN.ptHoje


PSI 20 vive melhor sessão desde Maio de 2010, depois de acordo para baixar taxa de juro dos empréstimos à banca.
A decisão dos bancos centrais de baixar a taxa de juro dos empréstimos em dólares aos bancos europeus e estender a autorização das linhas de crédito até Fevereiro de 2013 animou os mercados - e o sector financeiro, até aqui pressionado pelo anúncio de corte de ratings da Standard & Poors a alguns dos maiores bancos mundiais. O PSI 20 fechou a subir 3,2%, vivendo a melhor sessão desde Maio de 2010, suportado pela Galp (que disparou 8,84% para 12,43 euros, com a notícia de nova descoberta de petróleo no Brasil), EDP (+2,41% para 2,38 euros), Jerónimo Martins (+2,15% para 13,53) e BPI (+6,76% para 0,474 euros).

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Certificados de Aforro resgatados


22/11/11, 01:04
OJE


Os Certificados de Aforro, um instrumento de poupança ligado à dívida pública portuguesa, continuam a sofrer avultados resgates.
Os aforradores já levantaram o equivalente a 23% do stock global deste instrumento de poupança durante os primeiros 10 meses deste ano.

Dados do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) indicam que o valor total aplicado neste instrumento era, no final de Outubro, de 11 923 milhões de euros, menos 3548 milhões de euros do que no final do ano passado. Em Outubro, o valor destes instrumentos reduziu-se, em termos líquidos, 292 milhões de euros. Ainda no mês passado, o valor das novas subscrições não foi além dos 31 milhões de euros.

A influenciar a decisão dos aforradores está a redução dos benefícios associados a quem detém este tipo de produtos, a par da oferta de instrumentos semelhantes pela banca, nomeadamente as aplicações em Bilhetes do Tesouro (BT) que estão a gerar rendimentos de dois dígitos, tendo em conta o pagamento do cupão e o desconto na compra no mercado secundário.

A banca está, por outro lado, a cativar os aforradores para os depósitos a prazo com taxa garantida e com remunerações elevadas, que se aproximam dos 5%, independentemente das limitações impostas pelo regulador ao nível das taxas oferecidas.

Também um outro instrumento de poupança, os fundos de investimento mobiliários (FIM), tem perdido aderentes.

O montante sob gestão dos FIM nestes 10 meses foi de 22,9%, um nível semelhante aos dos certificados de aforro. Neste instrumento, os aforradores têm 10 962,5 milhões de euros, de acordo com a Apfipp. Em Outubro, mais uma vez, os resgates de 346,9 milhões de euros superaram os 165,3 milhões de euros em subscrições.

EEA Grants atribui 58 milhões a Portugal


22/11/11, 01:03
Por Inês Andrade/OJE


O mecanismo financeiro do espaço económico europeu, EEA Grants, vai atribuir 58 milhões de euros ao desenvolvimento de projectos em Portugal até 2014, sendo este valor quase o dobro do recebido no período entre 2004 e 2009, que perfez 31 milhões de euros.

O EEA Grants é um programa que apoia a coesão e procura reduzir as disparidades socioeconómicas no continente europeu. Financiado a 95% pela Noruega, conta ainda com o apoio do Liechtenstein e da Islândia. O novo projecto dispõe de um montante total de 988,5 milhões de euros, que foram alocados por projectos em 15 países beneficiários do centro e sul da Europa.

As áreas prioritárias para este investimento centram-se na Protecção Ambiental, Mudanças Climáticas e Energias Renováveis, Sociedade Civil, Saúde e Educação, Herança Cultural e Pesquisa e Bolsas de Estudo.

Ove Thorsheim, Embaixador da Noruega em Portugal, revelou ao OJE que a razão pela qual ainda não são conhecidos concretamente os projectos beneficiários no país está relacionada com o facto de o memorando de entendimento com as autoridades portuguesas ainda não ter sido oficialmente assinado". Apesar do atraso, o Embaixador acredita que as áreas primordiais de investimento serão o "sector marítimo, a saúde e a cultura". "Esperamos ter o programa aprovado pelo Governo português até à segunda metade de Janeiro", disse Thorsheim.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Dívida pública vai atingir pico em 2013


16/11/11, 01:06
OJE


A dívida pública portuguesa irá atingir o pico em 2013, com o défice nos 107% do PIB, antecipa a secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque.
 
Citada pela Reuters, a governante diz que o país irá conseguir corrigir os desequilíbrios orçamentais em cinco anos. A dívida pública em face do PIB cairá para os 101,8% em 2015. Neste ano, o saldo global estará próximo do equilíbrio e coincidirá com o saldo estrutural porque "a economia portuguesa se encontrará com a actividade económica ao seu nível potencial e o excedente primário atingirá 4,5% do PIB". Neste ano, sublinha Maria Luís Albuquerque, "o desequilíbrio orçamental terá sido corrigido e a sustentabilidade orçamental terá sido restaurada".
Disse ainda que "os persistentes desequilíbrios conduziram ao avolumar de níveis elevados de endividamento público e de níveis muito elevados de endividamento externo, reflectindo o endividamento das famílias e das empresas não financeiras". Esta situação levou ao "bailout".
Recorde-se que uma equipa da troika (Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu) está em Lisboa a fazer a avaliação trimestral do programa e o resultado será decisivo para o recebimento da terceira tranche da ajuda, no valor de 8 mil milhões de euros. A equipa terá o trabalho fechado no próximo dia 18.
A governante frisou que "a acumulação de dívida, combinada com o baixo crescimento económico, está na base das dificuldades de acesso ao financiamento que agora se verifica. O processo de redução dos níveis de endividamento e aumento da poupança é, desta forma, incontornável". Acresce que a desalavancagem é "inevitável e importa, agora, assegurar que é feita de uma forma gradual e ordeira, não pondo em causa o financiamento da economia".
Disse ainda que a estratégia de consolidação orçamental "não estaria completa nem seria sustentável" sem a concretização de uma agenda de transformação estrutural da economia portuguesa, baseada "na abertura da economia na remoção de barreiras à livre entrada em concorrência nos mercados".
Entretanto, o barómetro Euro Plus Monitor, da responsabilidade do banco alemão Berenberg e do "think tank" europeu The Lisbon Council, com sede em Bruxelas, concluiu que Portugal é o terceiro país da Zona Euro com a economia mais debilitada.

Fragilidades

O relatório do banco Berenberg revela que Portugal tem fragilidades, como o crescimento, a insuficiente orientação para as exportações, o défice da conta corrente, o défice orçamental de 2010 e uma posição orçamental insustentável.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Qual é a melhor forma de fazer crescer uma poupança de 10 mil euros?


Investimento

Alexandra Brito
15/11/11 00:05
O Económico foi ver quanto renderiam 10 mil euros 
se fossem hoje aplicados de seis formas diferentes.
Fazer crescer dinheiro no momento actual, não é tarefa fácil. Numa altura em que o medo e a turbulência dos mercados afecta a performance de várias classes de activos, é difícil encontrar "um fermento" que permita multiplicar as poupanças. A tarefa torna-se ainda mais complicada para os investidores passivos que- por comodismo, falta de informação ou de tempo- não procuram activamente no mercado as melhores soluções financeiras. Os dados do Banco de Portugal relativos ao estudo sobre literacia financeira, mostram que 56% dos inquiridos não faz uma comparação dos produtos disponíveis nas várias instituições antes de fazer um investimento. Mas fazer esse trabalho de casa e comparar a oferta entre os vários bancos pode-lhe dar muito frutos. Por exemplo, para um depósito a um ano há bancos que oferecem taxas que variam entre os 0,1% e os 6%. Isto significa que para uma aplicação no valor de 10 mil euros, a mais-valia que um investidor pode obter ao fim de um ano oscila entre os 8 e os 471 euros líquidos. Os números mostram, assim, o impacto que a diferença que alguns pontos percentuais na rentabilidade de um produto financeiro pode exercer no seu património. Curiosamente, no inquérito sobre Literacia Financeira do Banco de Portugal, a rentabilidade aparece como o factor mais determinante para a escolha de um produto financeiro, segundo os portugueses inquiridos
Para dar uma ideia mais próxima de quanto é que os investidores podem ver as suas poupanças crescer consoante optem por uma aplicação que lhes ofereça um juro de 1% ou por outra que remunere a uma taxa de 7%, o Diário Económico foi ver quanto renderia um montante de 10.000 euros, caso um investidor aplicasse o seu dinheiro em alguns dos mais populares produtos financeiros, às actuais taxas de mercado. Os números mostram que há diferenças substanciais na oferta disponível no mercado e que fazer a comparação de produtos compensa.
Os resultados mostram ainda que a solução menos vantajosa de todas é deixar o dinheiro "debaixo do colchão", ou numa simples conta bancária à ordem. É que neste cenário não só o seu dinheiro não está a render como ainda está a perder valor, devido ao efeito destruidor da inflação.

Ao final de um ano 10 mil euros valem....
10.392€ - Super depósitos
Apesar de o Banco de Portugal ter imposto novas regras para penalizar os bancos que pratiquem taxas de juro demasiado elevadas para os depósitos, ainda é possível encontrar depósitos com taxas atractivas. É o caso do Depósito Special One + do BCP (quatro anos); do Montepio Super Poupança (quatro anos), do Depósito a cinco anos do BIG, ou do Depósito Crescente a quatro anos do Banif. Todos eles apresentam uma TANB média de 5%. Isto significa que, por cada 10 mil euros aplicados, o investidor receberia 392 euros por ano, líquidos de impostos.
10.125€ - Certificados de aforro
Os certificados de aforro foram até há pouco tempo uma das aplicações financeiras preferidas dos portugueses. Mas as alterações introduzidas na fórmula de cálculo da remuneração destes produtos conduziu a uma quebra dos juros oferecidos aos investidores. Assiste-se agora a uma verdadeira fuga para os depósitos- que neste momento oferecem taxas que em alguns casos chegam a ser três vezes superiores. As subscrições de CA feitas em Novembro iriam beneficiar de uma taxa de juro bruta de 1,595%. Se os juros se mantiverem durante os trimestres seguintes, significa que ao fim de um ano, os seus 10.000 euros renderiam 125 euros.
12.400€ - O melhor fundo de investimento
Aplicar o seu dinheiro num fundo de investimento também é uma hipótese a ter em conta: com baixos montantes um investidor consegue ter exposição a várias classes de activos . Com uma vantagem adicional: os fundos beneficiam de uma gestão profissional. O problema é que nem mesmo os profissionais têm conseguido fintar as quedas dos mercados. Nos últimos 12 meses e segundo a APFIPP, 78% dos fundos estão negativos. Ainda assim, há quem consiga fintar a turbulência das bolsas. O fundo especial de investimento Caixagest Private Equity (o melhor nos últimos 12 meses) acumula ganhos de 24% . Quem tivesse investido 10 mil euros há 12 meses neste fundo hoje teria um ganho de 2.400 euros. Mas rentabilidades passadas não significam ganhos futuros.
10.008€ - Depósitos mais "forretas"
Os depósitos são como os chapéus: há muitos no mercado. E as diferenças de remuneração são assinaláveis. Para um depósito a um ano, segundo a análise da Deco, há bancos que oferecem remunerações que variam entre os 0,1% de TANB (no caso do Deutsche Bank) e os 6% (no caso do Finantia). Ou seja, se optar pelo depósito mais forreta, os 10 mil euros ao fim de um ano crescerão apenas 8 euros.
10.557€ - Certificados do Tesouro
Criados em 2010, os certificados do tesouro são um produto de dívida pública alternativo aos tradicionais certificados de aforro e cuja remuneração tenta seguir a evolução das ‘yields' das obrigações do tesouro a cinco e a 10 anos. No entanto, o facto da crise da dívida pública ter feito disparar as yields portuguesas para valores anormais, levou o IGCP a congelar os juros destas aplicações. Quem mantiver os 10 mil euros investidos por um período de 10 anos ficará sujeito a uma TANB de 7,10%. Ou seja, em média, por cada ano, o investidor receberá 557 euros, líquidos. No entanto, esta remuneração só é válida para quem mantiver o dinheiro investido por 10 anos.
9.650€ - Colchão
Colocar os 10 mil euros debaixo do colchão, ou numa conta bancária à ordem, sem obter qualquer remuneração, tem consequências negativas no seu património. Porque se ao fim de um ano, os seus 10 mil euros não forem beneficiados com uma remuneração, isso significa que findo esse período, os seus 10 mil euros terão encolhido na realidade, pelo efeito da inflação. As estimativas do Banco de Portugal e do Governo, apontam para que a taxa de inflação em 2011 se situe nos 3,5%. Isto significa que em termos reais, o seu pé-de-meia no final do ano valerá apenas 9.650 euros.

Erros que as famílias cometem nas finanças pessoais


Dinheiro

Marta Marques Silva
15/11/11 15:40







Director da Maxfinance alerta para os erros que as famílias comentem na altura de contratar um crédito ou investir nas poupanças.
É o primeiro a assumir que as consultoras financeiras não gozam de uma boa imagem junto da opinião pública."Como em todas as áreas, há pessoas menos lícitas que se aproveitam das situações mais extremas para receberem dinheiro antecipadamente", diz. Por isso mesmo João Martins defende um sector mais organizado e, principalmente, regulado.
Um dos principais serviços da Maxfinance é o ‘check-up' financeiro. Como se processa? 
A qualificação financeira do cliente passa por saber qual é o seu agregado familiar, qual é o seu rendimento, se tem um emprego mais ou menos precário, o que tem de activo e de passivo. Porque falamos muito do crédito mas, por vezes, nas poupanças também existem grandes dificuldades. Porque as pessoas não sabem que produtos têm e quando têm necessidade de ir levantar o dinheiro para resolver algum imprevisto deparam-se com situações do género "o seu dinheiro só pode ser movimentado daqui a três ou quatro anos". Depois vamos olhar para a folha dos gastos. Tem TV cabo? Tenho. E além de TV Cabo e ainda tem uma série de canais pagos. Quantos jogos é que viu nos últimos dois meses? Não vi nenhum. Então porque é que está a pagar esses canais? Tem o ginásio. Então quantas vezes é que foi ao ginásio? Fui uma vez. Então porque é que tem ginásio? E só aqui já levamos 100 euros no mínimo. Qual é o seu clube de futebol? O Benfica. Tem lugar cativo? Tenho sim senhor. Quantas vezes foi ao estádio? O ano passado fui duas, este ano não fui nenhuma. Então porque é que tem o cativo? E é tudo isso que temos de ir analisando. É muito importante que as pessoas pensem, que tenham bom senso, é só isso.
Esse serviço é caro?
Não. Não cobramos nada antecipadamente, só cobramos se houver benefício para o cliente, se houver contratação da operação. Obviamente que se tivermos de fazer um estudo mais elaborado, aí pedimos uma caução, ou se for uma empresa obviamente tem um custo. Mas só começa a custar quando entramos na parte final de contratação. É um serviço que habitualmente nas outras profissões se paga, chama-se uma consulta, aqui a consulta financeira não custa nada.
Quais é a principal área de negócio da Maxfinance?
A maioria do nosso serviço apoia a abertura do crédito à habitação, porque estamos ligados à ReMax. Fazemos a qualificação financeira destes clientes para que não se endividem mais do que devem.
E procuram também os melhores ‘spreads' para o cliente? 
Sim. Ainda hoje conseguimos ‘spreads' bastante baixos em resultado da nossa capacidade de negociação. Ainda conseguimos muitos ‘spreads' a 1,6%, 1,7%. De tal forma que quintuplicamos o negócio. Isto insere-se na lógica do ‘shopping around', que significa encontrar em cada momento a melhor solução do mercado. Porque se as pessoas vão directamente ao seu banco estão condicionadas à oferta que o banco tem naquela momento. E 46% da população vai directamente ao seu banco.
Nos últimos meses tem notado aumento da procura por que género de serviços? 
Basicamente pelo ‘check up' financeiro, as pessoas estão mais preocupadas. A principal preocupação é a de se precaverem para algum imprevisto. Tem aumentado significativamente o número de famílias que não conseguem fazer face a um imprevisto de 1.000 euros por mês. Se bater com o carro e tiver que pagar 1.000 euros, mais de 18% das famílias não tem capacidade. Nas últimas décadas criámos facilidades, melhorámos o nosso nível de vida, e sempre que surgia uma necessidade havia sempre algo que nos vinha salvar. Através do crédito pessoal ou de um subsídio qualquer. Nós começamos a receber subsídios hoje em dia antes de nascer e depois de morrermos ainda recebemos subsídios. Criámos uma sociedade subsídio-dependente. Quando alguém, há uma ou duas gerações, queria comprar um carro, ou uma casa, ou colocar um filho a estudar, começava antecipadamente a poupar. Criou-se demasiado facilitismo, demasiada área de conforto, e hoje temos de vencer este paradigma. De que o Estado não pode ser o "paizinho" para tudo. E especialmente para pessoas que têm capacidade para trabalhar e que deviam produzir e que não estão a produzir. A crise também é boa para isto. A crise tira-nos da área de conforto. A crise vai obrigar-nos a pensar.
Cinco principais erros que as famílias cometem nas finanças pessoais
1. Falta de liquidez nas poupanças
O responsável da Maxfinance, salienta que do lado do aforro existem erros de que deveriam ser evitados. O principal, diz, passa pela aplicação de poupanças por prazos longos sem possibilidade de resgate antecipado, sem ter a consciência da falta de liquidez do produto. Destaca ainda os casos BPN e BPP, envolvendo clientes que pensavam estar a subscrever produtos com capital garantido, que afinal não o eram.
2. Quem pode ter crédito para a casa?
"Podem comprar uma casa hoje as pessoas que sensatamente sempre deviam ter comprado uma casa", diz João Martins. Ou seja, quem tem capitais próprios para dar de entrada, e quem tem rendimentos que lhe permitam suportar os encargos de um crédito à habitação, o que inclui rácios LTV de 80%, e não devem comprar casas pessoas cuja prestação ultrapasse os 30% de taxa de esforço. "Estamos mais sensatos hoje. Não devia era ter havido o facilitismo que houve".
3. Escolher as melhores soluções
"A nossa banca é muito dinâmica. O cliente tem é que sair da área de conforto e ir à procura da melhor solução", diz o responsável da Maxfinance. Portanto, quer num crédito, quer numa solução de aforro, "o cliente deve ouvir vários especialistas e recolher várias opiniões. Isso inclui vários bancos e consultoria financeira, porque o banco a cada momento tem determinado produto para lhe vender".
4. O valor da prestação não é tudo
"Os maiores riscos acontecem em contratos que assinamos e não fazemos a mínima ideia de quais são as taxas aplicáveis ou as comissões cobradas", alerta João Martins. E dá o exemplo do crédito ao consumo, para aquisição de electrodomésticos, computadores ou até mesmo automóvel, vendidos apenas com base no valor da prestação. "As pessoas limitam-se a ver se conseguem aguentar aquela prestação mensal. Nem sabem qual é o valor total do crédito".
5. Consolidar créditos é sempre boa opção?
Poderá ser uma opção se, quando fez o seu crédito à habitação, entrou com parte do capital e se este não acomodou a aquisição de outros bens como o recheio da casa, carro ou as comissões e seguros. Nesse caso, o valor actual da casa face ao capital em dívida deverá conseguir acomodar outros créditos. Mas atenção que, mexer hoje no crédito à habitação poderá levar a uma subida do ‘spread'.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Rentabilidade não antecipada e a Convexidade

Investimentos Financeiros

Rentabilidade não antecipada e a Convexidade

Quando usamos a Duração para estimar a variação no preço, estamos a calcular a variação que ocorreria no preço se a relação entre a taxa de juro e o preço fosse linear. Como essa relação é melhor definida por uma curva convexa teremos forçosamente que concluir que a Duração não é adequada para variações elevadas na taxa de juro, e por isso é necessário utilizar um termo de correcção e que frequentemente se designa por convexidade.

Rentabilidade não antecipada usando a convexidade
Ru = - D [ Acr(1+r) / (1+ r )] + C [ Acr (1+ r) / ( 1 + r ) ] ^2
Convexidade:
C = ½ [ å_t=1,^T { t ( t + 1 ) CFt / (1+r)^t } ] / Po

Caso prático

Dados:
Obrigação de cupão zero
Valor nominal: V = 1000
Maturidade: T = 10

Pretende-se:
_ Rentabilidade não antecipada: Ru = ?
_ Convexidade = ?
_Associadas a uma variação da taxa de juro de r = 10 % para r = 12 %.

Resolução:

Desde logo como a obrigação é de cupão zero => que D = T = 10

Calculemos então os preços da obrigação para cada uma das taxas de juro
P_r = V / ( 1+ r ) ^t
-» P_r=0,10 = 1000 / (1,10)^10 = 385,54
-» P_r=0,12 = 1000 / (1,12)^10 = 321,97
=> a Variação percentual do preço
Acr.P / P = 321,97 – 385,54 / 385,54 = 0,165
Acr. % (1+r) = r_0,12 – r_0,10 / r_0,10 = 1,12 – 1,10 / 1,10 = 0,018182

C = ½ [ å_t=1,^T { t ( t + 1 ) CFt / (1+r)^t } ] / Po =
= ½ [ (10 ´ 11 ´ 1000) / (1,1)^10 ] / 385,54 = 55,0005

Ru = - D [ Acr. (1+r) / (1+r) ] + C [ Acr.(1+r) / (1+r) ]^2 =
= -10 ´ 0,018182 + 55,0005 ´ ( 0,0181182 )^2 = 0,16376

Note-se que o erro de aproximação, que apesar de tudo se mantém, é muito mais pequeno do aquele que existia quando se utilizava a Duração sem a convexidade.

Taxa de Rentabilidade Esperada e Prémio de incumprimento (Cálculo)

Taxa de Rentabilidade Esperada e Prémio de incumprimento (Cálculo)

Prémio de risco = E[Ri] – E[Rf]
Prémio de default = RP – E[Rp]

Importa distinguir entre taxa de rentabilidade prometida (RP) / oferecida e taxa de rentabilidade esperada.
Uma obrigação pode oferecer uma taxa de 20% mas levando em conta s probabilidade de alguns dos pagamentos prometidos não serem efectuados, a taxa de rentabilidade esperada pode ser apenas de 18%.
A magnitude do prémio de incumprimento depende da probabilidade de default e do cashflow recebido isto se houver default.
Intutivamente, quanto maior for a probabilidade de incumprimento e menor for o cashflow recebido em caso de default, maior é o prémio de default.


Caso prático

Obrigação
_Cupão zero
_ Maturidade: T = 1
_ Valor nominal: V = 100
_ Preço corrente: Po = 90
_ Probabilidade de incumprimento (tx default) = 5 %
_Em caso de incumprimento o reembolso será de 60 % do valor nominal tx rei

_ E[Ri] = ?
_ Prémio de incumprimento / Prémio de default = ?

RP = ( V / Po ) – 1 = ( 100 / 90 ) – 1 = 0,111

E[CF] = (1 – td ) ´ V + tx d ´ tx rei = 0,95 ´ 100 + 0,05 ´ 60 = 98

E[Ri] = ( E[CF] / Po ) – 1 = ( 98 / 90 ) –1 = 0,08888

Logo o Prémio de default = 0,111 – 0,08888 = 0, 0222

APT-Siginificado dos parâmetros da recta de preços da APT

APT – Arbitrage Price Theory

Siginificado dos parâmetros da recta de preços da APT

Recta dos preços da APT ---»»» R[Ri] = lo + l1 bi

lo : indica-nos E[Ri] que não seja sensível ao factor (com bi = 0 )

Se existir um Rf que não é sensivel ao risco => bf = 0 => l= Rf

l1: Mede o tradeoff entre E[Ri] e o risco do factor.

Para determinar o valor de l1 é conveniente considerar um activo, ou carteira de activos com risco unitário do factor, bp = 1 .

Em equilíbrio a rentabilidade esperada dessa carteira é:

E[Rp] = lo + l1 ´ 1 Û E[Rp] = Rf + l1 Û l1 = E[Rp] – Rf

Logo l1 dá-nos a DE[Rp] (relativamente à tx de juro sem risco) de uma carteira com risco unitário do factor e pode ser interpretado como o preço do risco factor.

Notando d1 = E[Rp] com b=0 e

substituindo na recta de preços APT, virá:

E[Ri] = Rf + ( d1 – Rf ) ´ bi

Preço do tempo + Preço do risco do factor ´ risco do activo i

Logo pode-se concluir que E[Ri] tem duas componentes:

_Rf : compensa o investidor por adiar o consumo de 1 unidade monetária durante 1 unidade de tempo.

_ E outra compensa o investidor pelo risco assumido, onde o preço do risco e o risco do activo são medidos em termos do factor relevante.

Para determinar a equação da recta anterior basta conhecer as rentabilidades esperadas e os parâmetros bi para dois activos distintos.

Rating

Empresas de Rating

Actividade:

_Avaliação do risco de crédito de um determinado título Financeiro

_Classifica de acordo com determinados critérios a obrigação que está a ser avaliada.

_ São levadas em conta características:

- Do título

- Da empresa

o Risco do Sector

o A sua posição no mercado

o Situação financeira

o Rentabilidade


As mais conhecidas a nível internacional são

_ Standard & Poor (S&P)

AAA risco~nulo; AA risco ligeiro; CC rating mais baixo

(Obrigações com um rating menor que os 4 níveis mais elevados =" junk bonds").

_ Moody`s


Em Portugal

Companhia Portuguesa de Rating ---» segue a classificação da S&P

Duração

Investimentos Financeiros

Duração

É uma medida da sensibilidade do preço de uma obrigação em relação às variações na tx de juro.

Um conceito muito importante para melhor compreendermos a “duração” é a elasticidade, indica-nos, ( supondo que y = f(x) ), qual é a variação percentual em y, quando x aumenta de 1%.

A Duração (D) indica-nos o decréscimo percentual no preço de uma obrigação, quando (1+r) aumenta 1%, logo é o inverso da elasticidade do preço de uma obrigação em relação a ( 1 + r ):

Po (1+r)

D = - ------------- ---------

(1+ r) Po

Vamos então calcular a Duração (D) de uma obrigação de cupão zero com maturidade T e valor nominal V, no momento t = 0.

V

Po = ----------- = V (1+r)^ -T

(1+r)^T


Po

----------- = -T V (1+r)^-T-1 = -T (1+r)^-1 V (1+r)^-T = -T Po (1+r)^-1

(1+r )


Po (1+r) - T Po (1+r)

------------ --------- = ------------- = ------------- = - T => D = - ( - T ) = T

(1+r) Po (1+r) Po

ou seja –T é a elasticidade do preço relativamente à variação de 1 mais a taxa de juro. Se (1+r) aumentar 1% o preço da obrigação decresce T% => que para uma obrigação de cupão zero D = T

Conhecendo D e a variação percentual em (1+r) já se pode calcular a Rentabilidade não antecipada ( Ru – Rentability unexpected ).

Se – D nos indica a variação percentual em Po quando (1+r) varia 1%, => que se x variar x % => a variação percentual do preço será – D x.

Po D (1+r)

Ru = ------------ = - D ----------------

Po (1 + r )

Duração de Macaulay

? Como calcular a duração de uma obrigação que oferece CF em vários momentos do tempo?

Caso mais simples

Yield Curve é plana :

As tx spot são as mesmas para todas as maturidades

Yield Curve tem um deslocamento paralelo:

As variações nas tx spot são iguais para todas as maturidades

CF1 CF2 CF_T

Po = --------- + ------------ + . . . + ------------- = å_t=1^T [CFt (1+r)^-t ]

1+ r (1+ r)^2 (1+ r )^T

com: r = tx spot Ù r = r_o,1 = r_o,2 = . . . = r_o,T

Se D(1+r) = 1% => Ñ % em Po ?


Po

--------- = å_t=1,^T [ - t CFt (1+r)^-t-1 ] = - (1+r)^-1 å_t=1,^T [ t CFt (1+r)^-t ]

(1+r)

.=> que a elasticidade do preço em relação a (1+r) :

Po (1+r) å_t=1,^T [ t CFt (1+r)^-t ] (1+r) å_t=0, ^T [ t Po ]

---------- -------- = - ------------------------------------- ---------- = ----------------------

(1+r) Po (1+r) Po Po


CF1 CF2 CF3

---------- -------- ---------

(1+r) (1+r)^2 (1+r)^T

ó D = ------------- . 1 + ----------- . 2 + . . . + ------------- . T ««---- D de Macaulay

Po Po Po

Podemos concluir que a duração de uma obrigação é uma média ponderada da maturidade de cada um dos seus pagamentos.

Ter em conta que:

_Maturidade: indica o momento em que é recebido o último pagamento.

_Duração diz-nos em média quanto tempo demora a receber o fluxo de CF`s prometidos pela obrigação.

=> se a obrigação pagar CF`s antes de T => D <>

Duração de Fisher-Weil

Admite que:

_Yield Curve é plana

_Yield Curve tem um deslocamento paralelo

Se considerarmos que as taxas spot podem variar com a maturidade ( a yield curve pode não ser plana), mas que as variações em termos percentuais das tx spot são todas iguais e calcularmos a elasticidade do preço relativamente a essa variação na yield curve obtemos a fórmula de Duração de Fisher-Weil.

Difere da D de Macaulay porque agora os CF`s de períodos diferentes são descontados usando taxas spot eventualmente diferentes.

D Fisher-Weil

CF1 CF2 CF3

---------- -------- ---------

(1+ro,1) (1+ro,2)^2 (1+ro,t)^T

ó D = ------------- . 1 + ----------- . 2 + . . . + ------------- . T ««---- D de Fisher-Weil

Po Po Po

Como é evidente se ro,1 = ro,2 = ... = ro,T => pode-se constatar que a D de Fisher-Weil = D de Macaulay, pois nesse caso a yield curve é plana o que torna a D de Macaulay válida

Link / video que fala mais ou menos a meio da entrevista de “Duração” e sua importância na análise dos investimentos financeiros