16/11/11, 01:06
OJE
A dívida pública portuguesa irá atingir o pico em 2013, com o défice nos 107% do PIB, antecipa a secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque.
Citada pela Reuters, a governante diz que o país irá conseguir corrigir os desequilíbrios orçamentais em cinco anos. A dívida pública em face do PIB cairá para os 101,8% em 2015. Neste ano, o saldo global estará próximo do equilíbrio e coincidirá com o saldo estrutural porque "a economia portuguesa se encontrará com a actividade económica ao seu nível potencial e o excedente primário atingirá 4,5% do PIB". Neste ano, sublinha Maria Luís Albuquerque, "o desequilíbrio orçamental terá sido corrigido e a sustentabilidade orçamental terá sido restaurada".
Disse ainda que "os persistentes desequilíbrios conduziram ao avolumar de níveis elevados de endividamento público e de níveis muito elevados de endividamento externo, reflectindo o endividamento das famílias e das empresas não financeiras". Esta situação levou ao "bailout".
Recorde-se que uma equipa da troika (Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu) está em Lisboa a fazer a avaliação trimestral do programa e o resultado será decisivo para o recebimento da terceira tranche da ajuda, no valor de 8 mil milhões de euros. A equipa terá o trabalho fechado no próximo dia 18.
A governante frisou que "a acumulação de dívida, combinada com o baixo crescimento económico, está na base das dificuldades de acesso ao financiamento que agora se verifica. O processo de redução dos níveis de endividamento e aumento da poupança é, desta forma, incontornável". Acresce que a desalavancagem é "inevitável e importa, agora, assegurar que é feita de uma forma gradual e ordeira, não pondo em causa o financiamento da economia".
Disse ainda que a estratégia de consolidação orçamental "não estaria completa nem seria sustentável" sem a concretização de uma agenda de transformação estrutural da economia portuguesa, baseada "na abertura da economia na remoção de barreiras à livre entrada em concorrência nos mercados".
Entretanto, o barómetro Euro Plus Monitor, da responsabilidade do banco alemão Berenberg e do "think tank" europeu The Lisbon Council, com sede em Bruxelas, concluiu que Portugal é o terceiro país da Zona Euro com a economia mais debilitada.
Fragilidades
O relatório do banco Berenberg revela que Portugal tem fragilidades, como o crescimento, a insuficiente orientação para as exportações, o défice da conta corrente, o défice orçamental de 2010 e uma posição orçamental insustentável.
Citada pela Reuters, a governante diz que o país irá conseguir corrigir os desequilíbrios orçamentais em cinco anos. A dívida pública em face do PIB cairá para os 101,8% em 2015. Neste ano, o saldo global estará próximo do equilíbrio e coincidirá com o saldo estrutural porque "a economia portuguesa se encontrará com a actividade económica ao seu nível potencial e o excedente primário atingirá 4,5% do PIB". Neste ano, sublinha Maria Luís Albuquerque, "o desequilíbrio orçamental terá sido corrigido e a sustentabilidade orçamental terá sido restaurada".
Disse ainda que "os persistentes desequilíbrios conduziram ao avolumar de níveis elevados de endividamento público e de níveis muito elevados de endividamento externo, reflectindo o endividamento das famílias e das empresas não financeiras". Esta situação levou ao "bailout".
Recorde-se que uma equipa da troika (Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu) está em Lisboa a fazer a avaliação trimestral do programa e o resultado será decisivo para o recebimento da terceira tranche da ajuda, no valor de 8 mil milhões de euros. A equipa terá o trabalho fechado no próximo dia 18.
A governante frisou que "a acumulação de dívida, combinada com o baixo crescimento económico, está na base das dificuldades de acesso ao financiamento que agora se verifica. O processo de redução dos níveis de endividamento e aumento da poupança é, desta forma, incontornável". Acresce que a desalavancagem é "inevitável e importa, agora, assegurar que é feita de uma forma gradual e ordeira, não pondo em causa o financiamento da economia".
Disse ainda que a estratégia de consolidação orçamental "não estaria completa nem seria sustentável" sem a concretização de uma agenda de transformação estrutural da economia portuguesa, baseada "na abertura da economia na remoção de barreiras à livre entrada em concorrência nos mercados".
Entretanto, o barómetro Euro Plus Monitor, da responsabilidade do banco alemão Berenberg e do "think tank" europeu The Lisbon Council, com sede em Bruxelas, concluiu que Portugal é o terceiro país da Zona Euro com a economia mais debilitada.
Fragilidades
O relatório do banco Berenberg revela que Portugal tem fragilidades, como o crescimento, a insuficiente orientação para as exportações, o défice da conta corrente, o défice orçamental de 2010 e uma posição orçamental insustentável.
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