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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

2.1 - Mercados Financeiros

mercados financeiros

(Mercado voltado para a transferência de recursos entre os agentes econômicos. No mercado financeiro, são efetuadas transacções (Investimentos) com títulos de prazos médio, longo e indeterminado, geralmente dirigidas ao financiamento dos capitais de giro e fixo).

Existem três grandes tipos de mercados financeiros: o mercado monetário (financeiro a curto prazo), o mercado de capitais (que se distingue em relação ao primeiro quanto aos prazos de vencimento, já que este é de longo prazo) e, por último, o mercado cambial (onde se confrontam a procura e a oferta de divisas).

No Mercado monetário, vocacionado para aplicações de excedentes de tesouraria e para o financiamento de rupturas financeiras de curto prazo, transaccionam-se títulos com um prazo de vencimento até um ano. O principal segmento do mercado monetário são os mercados interbancários, onde participam o Banco de Portugal e outras instituições de crédito. Estes mercados são constituídos por:
- Mercado Monetário Interbancário (MMI), em que instituições financeiras cedem liquidez entre si por períodos de tempo variáveis. Não há emissões de títulos;
- Mercado de Operações de Intervenção, onde o Banco de Portugal e as instituições financeiras transaccionam títulos para levar a cabo a política monetária previamente definida pelas autoridades monetárias: massa monetária em circulação e taxas de juro.

Por seu lado, no Mercado de capitais têm lugar operações sobre títulos cujo prazo de vencimento é superior a um ano. Este mercado encontra-se vocacionado para financiamentos e investimentos de médio e longo prazo, através da emissão de títulos mobiliários, como acções, obrigações, títulos de participação, etc.
O mercado de capitais tem importantes funções económicas, das quais se destacam a mobilização das poupanças dos particulares e das empresas e o alargamento do leque de opções de financiamento dos investimentos produtivos das empresas.
O mercado de capitais subdivide-se em mercado primário (onde são colocadas as novas emissões de títulos) e secundário (onde se transaccionam títulos emitidos e subscritos em períodos anteriores, dando assim liquidez ao mercado primário). A este último (onde se recompram e revendem os novos títulos) chama-se habitualmente Bolsa de Valores.
Por fim, no Mercado cambial (ou de câmbios) confronta-se a procura e a oferta de divisas (moeda estrangeira). A taxa de câmbio é o preço de uma moeda expresso em unidades de outra moeda.

Bancos de investimento:

São bancos que especializaram em comercializar e transaccionar produtos de Investimento que por sua vez são títulos e valores mobiliários negociados no mercado, tais como cotas de fundos de investimento, títulos, ações, debêntures (obrigações), derivativos, dentre outros.

A comercialização desses produtos resulta na aplicação de recursos em produtos de investimento dos mercados financeiro e de capitais, abordagens que tenham como finalidade a aplicação de recursos em produtos eventualmente ofertados, mesmo que as aplicações não ocorram.


Oferta pública

http://www.cmvm.pt/CMVM/Publicacoes/Guia/Documents/6bba54a20a87489f88fb880fcbdf26e2guia_op.pdf

A oferta pública ( IPO ) é uma operação realizada através do mercado accionista , pelo qual o vendedor está a vender alguns activos para financiar um negócio ou a sociedade. A oferta pública inclui a oferta pública geral e restrita oferta pública. O primeiro é o que se passa ao público em geral, a segunda é a que é dirigida a certos grupos restritos.

[ editar ]Processo

Um investidor interessado em primeiro lugar o acesso ao poder de compra do ativo (vai comprar) e depois, dependendo de um número suficiente de respostas e condições de compra, a venda será feita em conformidade.

O vendedor pode ser a própria empresa, um, vários ou todos os acionistas. Os activos financeiros colocados à venda podem ser bônus, notas ou ações. As ações ofertadas poderá ser parte ou a totalidade da empresa. Os vendedores devem fazer a apresentação de uma brochura que explica as condições do IPO, que são registradas e verificadas pelo organismo regulador da bolsa correspondente.

A brochura está disponível gratuitamente para os interessados que podem aceitar ou não, mas não modificar, e abrir os períodos de aceitação e realização do IPO.

Existem dois tipos de ofertas públicas de ações:

  • IPO partes não são citados , são empresas que não tenham contribuído antes e quiser colocar a primeira vez que as acções da sociedade um negociados. Como passo preliminar necessário um pedido de admissão à negociação.
  • enumerados partes IPO já estão listados empresas e um ou mais acionistas querem descartá-las.

O IPO é o mecanismo normalmente utilizado por um governo de privatizar suas empresas.

Coexiste com o IPO da Oferta Pública de Ações (IPO), que é a expansão do capital e ações de nova emissão antes de vendê-los para o saco. Ou seja, a corporação ou empresa mantém a sua estrutura accionista, mas abre caminho para novos através da flotação.


1.3 - Escolha em contexto de incerteza

Risco - Rentabilidade
Existe nos Mercados Financeiros uma relação incontornável entre Risco e Retorno.
Esta relação, ou Tradeoff, assenta no princípio de que o retorno potencial de um investimento aumenta com um acréscimo, directamente proporcional, do risco.
Um reduzido nível de incerteza (baixo risco) tem sempre associado um retorno modesto. Em oposição, um elevado nível de incerteza tem associados retornos potenciais elevados.
Por outras palavras, um investidor que deseje manter um elevado grau de segurança em relação à preservação do seu capital não poderá ambicionar um nível de retorno muito elevado. Já o investidor que ambiciona uma rentabilidade elevada para os seus capitais, reconhece que, não existindo o mundo ideal onde se obtêm elevadas rentabilidades sem risco, o retorno futuro do seu investimento incorre numa variabilidade (volatilidade) acrescida.
Assumir algum risco é o preço a pagar para poder alcançar rentabilidades superiores.
Risco elevado não é, porém, forçosamente igual a ganhos ou perdas elevadas. Risco elevado aumenta o ganho ou a perda potencial.
O risco deve ser gerido mas não pode ser eliminado, uma vez que não existe retorno sem risco.

Ficamos então com a noção de que uma das coisas mais importantes que um investidor deve saber é que não existe retorno sem risco, ou seja, quanto maior (menor) o risco de um determinado investimento, maior (menor) o retorno esperado.

Risco é a probabilidade de o retorno efetivamente ocorrido em um investimento ser diferente do retorno previamente esperado por este investimento.

A relação risco versus retorno pode ser considerada "o teste da noite bem dormida". Dizemos isso porque a mais importante decisão de investimentos que você faz é escolher o nível de risco que você está disposto a correr estando confortável com as flutuações de curto prazo deste investimento.

O risco está associado ao grau de incerteza sobre o investimento no futuro. Quanto maior o grau de incerteza, maior o risco e maior o retorno esperado e vice-versa. Todo investidor deve escolher suas aplicações entre o menor risco possível e o maior retorno possível. Esta possibilidade de escolhas está representada no gráfico abaixo.

riscoretorno

O início da reta vermelha representa ativos que costumam ser chamados de "Livres de Risco". Este tipo de ativo para uma taxa conhecida como taxa livre de risco é geralmente representado por títulos do governo, pois estes apresentam baixo risco de inadimplência. No Brasil costuma-se considerar a caderneta de poupança, a Selic ou o CDI como a taxa livre de risco.

Conforme caminhamos para a direita na reta vermelha, o grau de incerteza perante o retorno esperado aumenta, pois estaríamos investindo em ativos de maior risco como fundos de investimento, títulos privados, dólar, ações, derivativos, etc.

É importante que você saiba que nível de risco é o mais adequado a você. Uma regra geral é: caso você esteja tendo ataques de ansiedade toda vez que seus investimentos se movem para cima ou para baixo, então provavelmente você deve considerar reduzir o risco a que está exposto.

Como diminuir o risco?

É possível diminuir o risco de seus investimentos através da diversificação. Diversificar significa combinar em uma mesma carteira de investimentos ativos com características diferentes, pois ativos com características distintas tendem a obter retornos distintos e a seguir diferentes tendências. O objetivo da diversificação é conseguir os melhores retornos potenciais para um determinado nível de risco.

O efeito da diversificação ocorre conforme adicionamos ativos com características distintas a uma carteira de investimentos, reduzindo-se a chance de que uma eventual perda em um dos ativos ou um fato gerador de perdas ocasione perdas na totalidade de sua carteira. Vale destacar que a diversificação é eficaz até mesmo dentro de um mesmo mercado, como a bolsa de valores, bastando para isso que se escolha empresas de diferentes setores e que sejam afetadas por diferentes fatores econômicos, internacionais, entre outros.

Entretanto, na minha opinião, a melhor estratégia para diminuir o risco é estudar e conhecer bastante o mercado que você pretende investir. Mesmo nos títulos públicos, que possuem baixo risco, existem rentabilidades diferentes de acordo com o título que você escolher.

Em mercados que envolvem mais riscos, como o mercado de ações, existem excelentes cursos (presenciais ou online) para aprender a operar com esse tipo de investimento. As próprias corretoras de valores oferecem muito material interessante para seu aprendizado. Além disso, muitos blogs tratam desse assunto com muita propriedade. Basta dar uma navegada que você encontrará alguns dos melhores nesse assunto

Fonte: Banif

TEORIA DA ARBITRAGEM

Ross, Westerfield e Jaffe (1995, p. 62) conceitua arbitragem como sendo um processo

"envolvendo um negócio num mercado e uma transação compensatória em outro mercado ao

mesmo tempo e em condições mais favoráveis". Ou seja, uma operação de arbitragem

consiste em "encontrar duas coisas essencialmente iguais, comprar a mais barata e vender a

mais cara, efetuando um retomo sem risco" (VAN HORNE, 1995, p. 52). Neste sentido o

conceito de eficiência está relacionado com o conceito de arbitragem por não existir em

mercados eficientes a possibilidade de operações de arbitragem, sinalizando que os preços

estão em equilíbrio.

A este respeito, Sharp e Brito (1975, p. 280), argumentam que em "mercados

eficientes, sejam de títulos ou de bens, as possibilidades de arbitragem são inexistentes; títulos

com idênticas características devem ser cotados ao mesmo preço em equilíbrio”.

Nesta mesma linha de raciocínio, Bruni e Fama (1998, p. 75), destacam que a

"arbitragem conduz ao equilíbrio dos preços. Ao vender um produto por um preço maior e

comprá-lo por um menor, é exercida pressão sobre ambos os lados da oferta e da procura”.

Estes autores assinalam ainda que nos mercados financeiros as oportunidades de arbitragem

só são encontradas através de um monitoramento contínuo de diferentes ativos, negociados

em diferentes mercados de diferentes países. As operações de arbitragem neste caso podem

ser feitas comprando e vendendo simultaneamente moedas, mercadorias e taxas de juros, ou 7

títulos (Ações e DRs), conforme descrito no contexto específico deste trabalho.

Rodrigues (1999a, p. 30) lembra, no entanto que, em situações nas quais existam

diferenças entre os horários de funcionamento dos pregões surgem oportunidades de

exploração de assimetrias de informação entre os dois mercados; arbitradores e investidores

que lidam com informações privilegiadas ou privada (insider information), passariam a dispor

de oportunidades adicionais para explorar essa vantagem.

Os arbitradores desempenham um papel crucial para qualquer mercado de capital, o de

conferir maior liquidez às negociações. E devido à presença dos arbitradores nos mercados e

às constantes operações de arbitragem efetuadas, a eficiência de mercado assume expressiva

amplitude observada atualmente “. (BRUNI e FAMA, 1998, p. 75). Segundo Lemes Jr, Rigo e

Cherobin (2005, p. 138), “a teoria parte do pressuposto de que o mercado é perfeitamente

competitivo e de que não há custos de transação”.


Para uma aproximação mais matematica / estatistica da questão optou-se por indicar o seguinte endereço onde este tema da ESCOLHA EM CONTEXTO DE INCERTEZA é tratado:

http://pascal.iseg.utl.pt/~pbrito/cursos/mestrado/fef/fef2005_3.pdf


1.2 - Escolha Intertemporal e taxa de Juro


CONSUMO E POUPANÇA - AS TEORIAS DA

Escolha Intertemporal

Escolha Intertemporal é o estudo do valor que as pessoas atribuem a dois ou mais payoffs (valor de rendimento esperado) em pontos diferentes de tempo. Este relacionamento é simplificado geralmente a hoje e a uma data futura. A escolha Intertemporal foi introduzida por John Rae em 1834 “na teoria Sociological do capital”. Mais tarde, Eugen von Böhm-Bawerk em 1889 e Fisher de Irving em 1930 elaborou um modelo.

George Loewenstein de Universidade do Carnegie-Mellon esteve no primeiro plano do trabalho moderno na escolha intertemporal.

Ao contrário do que sugere a teoria Keynesiana, que considera que os agentes

tomam suas decisões de consumo e poupança com base no rendimento corrente

disponível, a hipótese da escolha intertemporal considera que os agentes

econômicos tomam suas decisões de consumo e poupança com base em suas

expectativas de rendimento futuro e também com base na taxa de juros que ganham

quando poupam ou que devem pagar, quando tomam emprestado.

Este padrão de comportamento caracteriza um padrão de escolha intertemporal,

ou seja, as decisões presentes são tomadas levando em conta suas possíveis

implicações futuras. Tomando como referência a hipótese das escolhas

intertemporais, duas abordagens teóricas se destacam:_ A teoria do consumo e da renda permanente;

_ A teoria do ciclo de vida do consumo e da poupança.

Para o desenvolvimento seguinte interessa agora retermos o conceito de

Taxa de juros:

Representa a razão entre o juro e o capital (r = J/C). O cálculo da taxa de juros permite-nos melhor analisar a rentabilidade de uma operação financeira, sendo indispensável para a tomada de decisão de investimentos.Normalmente é representada em forma percentual. Um valor percentual é um valor que representa a taxa de juros para um capital de 100 u.m. Para efeito de cálculo sempre é utilizado a taxa unitária, que é aquela que resulta diretamente no juro de um período, quando multiplicada pelo capital. Por exemplo: 0,05 = 5%

A realização de um investimento implica uma afectação de capital que deixa de estar disponível para outra aplicações de rendimento é por isso de vital importância compreender a relação entre Escolha intertemporal e taxa de juro.

TAXA DE JURO (Noção síntese):

É o preço de utilizar uma unidade monetária durante um determinado espaço de tempo, (normalmente 1 ano) explicitado em percentagem.

Valor Actual:

È um conceito essencial em qualquer Análise de Projectos.

Dado o investimento realizado e os rendimentos que se esperam dele muito raramente coincidir no tempo, a sua comparação só é possível se ambos - o investimento e os rendimentos - estiverem referidos ao mesmo momento temporal. este conceito baseia-se na ideia de que uma unidade monetária tem mais valor hoje que em qualquer momento futuro, isto porque uma unidade monetária disponível hoje pode ser investida começando imediatamente a render juros, aqui residindo o princípio financeiro básico da capitalização de valores

Mas como se pretende realizar a avaliação do projecto / investimento num momento anterior ao da sua eventual realização, torna-se necessário conhecer não o valor da capitalização do Investimento mas sim a operação inversa, que corresponde à actualização dos valores futuros inerentes a esse projecto / investimento.

Então o Valor Actual de um rendimento futuro pode ser obtido pela multiplicidade desse valor por um coeficiente de actualização, necessáriamente menor que 1 por corresponder ao inverso da capitalização.

Ora tendo em conta a seguinte notação:

r : taxa de juro (ou de rendimento) que os investidores exigem por ter diferido, por 1 período ( 1 ano), o consumo de uma unidade monetária disponível.

C1 : Rendimento esperado dentro de 1 período de Tempo (1 Ano) pelo sacrifício – investimento - de uma unidade monetária hoje,

Então o seu Valor Actual (V) virá:

V= C1 X ( 1 / 1+r )

sendo ( 1 / 1+r ): coeficiente de actualização do período 1 (Ano 1)

Generalizando:

Valor Actual y Descuento

Neste contexto interessa ainda falar de:

Conceito de VAL (Valor Actual Líquido)

O Valor Actual Líquido (VAL) tem como objectivo avaliar a viabilidade de um projecto de investimento através do cálculo do valor actual de todos os seus cash-flows (sendo por isso um indicador muito utilizado em estudos análise de viabilidade).

Por valor actual entende-se o valor hoje de um determinado montante a obter no futuro. Como qualquer investimento apenas gera cash-flow no futuro, é necessário actualizar o valor de cada um desses cash-flows e compará-los com o valor do investimento. No caso do valor do investimento ser inferior ao valor actual dos cash-flows, o VAL é positivo o que significa que o projecto apresenta uma rentabilidade positiva.

Para actualizar os cash-flows futuros é utilizada uma taxa a que se chama taxa de desconto. Esta taxa de desconto é não mais do que uma taxa de juros sem risco (são normalmente utilizadas taxas de juros de OT's (Obrigações do Tesouro) acrescida de um prémio de risco estabelecido para o tipo de projecto em causa.

Fórmula de cálculo:

CFi = Cash-flow no ano i

t = Taxa de desconto