Esta relação, ou Tradeoff, assenta no princípio de que o retorno potencial de um investimento aumenta com um acréscimo, directamente proporcional, do risco.
Um reduzido nível de incerteza (baixo risco) tem sempre associado um retorno modesto. Em oposição, um elevado nível de incerteza tem associados retornos potenciais elevados.
Por outras palavras, um investidor que deseje manter um elevado grau de segurança em relação à preservação do seu capital não poderá ambicionar um nível de retorno muito elevado. Já o investidor que ambiciona uma rentabilidade elevada para os seus capitais, reconhece que, não existindo o mundo ideal onde se obtêm elevadas rentabilidades sem risco, o retorno futuro do seu investimento incorre numa variabilidade (volatilidade) acrescida.
Assumir algum risco é o preço a pagar para poder alcançar rentabilidades superiores.
Risco elevado não é, porém, forçosamente igual a ganhos ou perdas elevadas. Risco elevado aumenta o ganho ou a perda potencial.
O risco deve ser gerido mas não pode ser eliminado, uma vez que não existe retorno sem risco.
Ficamos então com a noção de que uma das coisas mais importantes que um investidor deve saber é que não existe retorno sem risco, ou seja, quanto maior (menor) o risco de um determinado investimento, maior (menor) o retorno esperado.
Risco é a probabilidade de o retorno efetivamente ocorrido em um investimento ser diferente do retorno previamente esperado por este investimento.
A relação risco versus retorno pode ser considerada "o teste da noite bem dormida". Dizemos isso porque a mais importante decisão de investimentos que você faz é escolher o nível de risco que você está disposto a correr estando confortável com as flutuações de curto prazo deste investimento.
O risco está associado ao grau de incerteza sobre o investimento no futuro. Quanto maior o grau de incerteza, maior o risco e maior o retorno esperado e vice-versa. Todo investidor deve escolher suas aplicações entre o menor risco possível e o maior retorno possível. Esta possibilidade de escolhas está representada no gráfico abaixo.
O início da reta vermelha representa ativos que costumam ser chamados de "Livres de Risco". Este tipo de ativo para uma taxa conhecida como taxa livre de risco é geralmente representado por títulos do governo, pois estes apresentam baixo risco de inadimplência. No Brasil costuma-se considerar a caderneta de poupança, a Selic ou o CDI como a taxa livre de risco.
Conforme caminhamos para a direita na reta vermelha, o grau de incerteza perante o retorno esperado aumenta, pois estaríamos investindo em ativos de maior risco como fundos de investimento, títulos privados, dólar, ações, derivativos, etc.
É importante que você saiba que nível de risco é o mais adequado a você. Uma regra geral é: caso você esteja tendo ataques de ansiedade toda vez que seus investimentos se movem para cima ou para baixo, então provavelmente você deve considerar reduzir o risco a que está exposto.
Como diminuir o risco?
É possível diminuir o risco de seus investimentos através da diversificação. Diversificar significa combinar em uma mesma carteira de investimentos ativos com características diferentes, pois ativos com características distintas tendem a obter retornos distintos e a seguir diferentes tendências. O objetivo da diversificação é conseguir os melhores retornos potenciais para um determinado nível de risco.
O efeito da diversificação ocorre conforme adicionamos ativos com características distintas a uma carteira de investimentos, reduzindo-se a chance de que uma eventual perda em um dos ativos ou um fato gerador de perdas ocasione perdas na totalidade de sua carteira. Vale destacar que a diversificação é eficaz até mesmo dentro de um mesmo mercado, como a bolsa de valores, bastando para isso que se escolha empresas de diferentes setores e que sejam afetadas por diferentes fatores econômicos, internacionais, entre outros.
Entretanto, na minha opinião, a melhor estratégia para diminuir o risco é estudar e conhecer bastante o mercado que você pretende investir. Mesmo nos títulos públicos, que possuem baixo risco, existem rentabilidades diferentes de acordo com o título que você escolher.
Em mercados que envolvem mais riscos, como o mercado de ações, existem excelentes cursos (presenciais ou online) para aprender a operar com esse tipo de investimento. As próprias corretoras de valores oferecem muito material interessante para seu aprendizado. Além disso, muitos blogs tratam desse assunto com muita propriedade. Basta dar uma navegada que você encontrará alguns dos melhores nesse assunto
Fonte: Banif
TEORIA DA ARBITRAGEM
Ross, Westerfield e Jaffe (1995, p. 62) conceitua arbitragem como sendo um processo
"envolvendo um negócio num mercado e uma transação compensatória em outro mercado ao
mesmo tempo e em condições mais favoráveis". Ou seja, uma operação de arbitragem
consiste em "encontrar duas coisas essencialmente iguais, comprar a mais barata e vender a
mais cara, efetuando um retomo sem risco" (VAN HORNE, 1995, p. 52). Neste sentido o
conceito de eficiência está relacionado com o conceito de arbitragem por não existir em
mercados eficientes a possibilidade de operações de arbitragem, sinalizando que os preços
estão em equilíbrio.
A este respeito, Sharp e Brito (1975, p. 280), argumentam que em "mercados
eficientes, sejam de títulos ou de bens, as possibilidades de arbitragem são inexistentes; títulos
com idênticas características devem ser cotados ao mesmo preço em equilíbrio”.
Nesta mesma linha de raciocínio, Bruni e Fama (1998, p. 75), destacam que a
"arbitragem conduz ao equilíbrio dos preços. Ao vender um produto por um preço maior e
comprá-lo por um menor, é exercida pressão sobre ambos os lados da oferta e da procura”.
Estes autores assinalam ainda que nos mercados financeiros as oportunidades de arbitragem
só são encontradas através de um monitoramento contínuo de diferentes ativos, negociados
em diferentes mercados de diferentes países. As operações de arbitragem neste caso podem
ser feitas comprando e vendendo simultaneamente moedas, mercadorias e taxas de juros, ou 7
títulos (Ações e DRs), conforme descrito no contexto específico deste trabalho.
Rodrigues (1999a, p. 30) lembra, no entanto que, em situações nas quais existam
diferenças entre os horários de funcionamento dos pregões surgem oportunidades de
exploração de assimetrias de informação entre os dois mercados; arbitradores e investidores
que lidam com informações privilegiadas ou privada (insider information), passariam a dispor
de oportunidades adicionais para explorar essa vantagem.
Os arbitradores desempenham um papel crucial para qualquer mercado de capital, o de
conferir maior liquidez às negociações. E devido à presença dos arbitradores nos mercados e
às constantes operações de arbitragem efetuadas, a eficiência de mercado assume expressiva
amplitude observada atualmente “. (BRUNI e FAMA, 1998, p. 75). Segundo Lemes Jr, Rigo e
Cherobin (2005, p. 138), “a teoria parte do pressuposto de que o mercado é perfeitamente
competitivo e de que não há custos de transação”.
Para uma aproximação mais matematica / estatistica da questão optou-se por indicar o seguinte endereço onde este tema da ESCOLHA EM CONTEXTO DE INCERTEZA é tratado:
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